Leio. Releio. Volto a ler. Viro páginas. Avanço linhas.
Palavras minhas eu assino, dos outros eu transcrevo, dum passado que não teve futuro, dum presente que nunca exi stiu.
Frases que me fazem sorrir, outras que me inundam o olhar.
Histórias que fazem a minha história, remotas ou recentes, e que por muitas letras que destrua ficarão sempre na memória.

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Desejo a você total liberdade para que rasgue páginas neste espaço. Rasgar, romper, transformar algo em outro novo, mesmo que a si mesmo.
A vida é uma sucessão de rasgos, remendos, feituras e escolhas.
Esteja LIVRE!



sábado, 9 de fevereiro de 2008

Mudança



Chegou e sentou-se. Não sabia muito bem o porquê de estar ali. Se calhar sabia, apenas não o queria admitir. Pediu o menu, simplesmente para ter algo com que entreter as mãos, pois o pensamento não estava interessado na inúmera lista de deliciosas iguarias. Folheou-o com toda a calma do mundo, sem o ler. Sabia exatamente o que iria pedir quando o garçom voltasse. O do costume. Era uma pessoa de hábitos regulares e tudo o que fugisse à norma, qualquer regra quebrada era sinônimo de desconforto.
E era precisamente esse desconforto que lhe ocupava o pensamento. Não sabia se tinha agido mal ou bem. Não conseguia medir o tamanho das conseqüências da sua atitude. As idéias chegavam-lhe como cartas de um baralho totalmente desordenado, atiradas para cima de uma mesa, no entanto não se sentia com capacidade de as ordenar.
Começou a habituar-se ao caos. Estava a saber-lhe bem. Olhou novamente o menu e pediu algo novo. Diferente. Como dali em diante.

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