Leio. Releio. Volto a ler. Viro páginas. Avanço linhas.
Palavras minhas eu assino, dos outros eu transcrevo, dum passado que não teve futuro, dum presente que nunca exi stiu.
Frases que me fazem sorrir, outras que me inundam o olhar.
Histórias que fazem a minha história, remotas ou recentes, e que por muitas letras que destrua ficarão sempre na memória.

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Desejo a você total liberdade para que rasgue páginas neste espaço. Rasgar, romper, transformar algo em outro novo, mesmo que a si mesmo.
A vida é uma sucessão de rasgos, remendos, feituras e escolhas.
Esteja LIVRE!



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Exercício de pensar o simples

O tempo é um mágico.
Ou seria uma mera noção inventada por nós para melhor nos sentirmos seguros?
Relembrar fases de minha vida causam a sensação de pluralidade. Seria esta uma fábula moderna, na qual sou personagem? 
Ou eu persona que me perpasso para fincar os pés no chão e me sentir menos perdida no caos que é a vida?
Celebro este exercício de pensar o simples, que subitamente vira complexo, perplexos desabafos.

Raquel de Oliveira

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um brinde ao editar de mim por mim, rasgando as páginas, ao invés de seguir acomodada no prelo do outro.

Ouvindo "Instead", e ao invés de seguir nesta prosa silenciosa, decido pelo revés, pelo contrário, pelas (tr)avessas palavras que dilatam minha alma como há anos atrás. Revisitei cada pensamento, autor, compositor aqui neste rasgar de páginas. Revisitei a mim mesma, e... Gostei do que era. Inquieta sempre com o que hoje sou, percebo que a evolução de minha alma acontece com passos e luzes que por vezes me parecem enormes e ofuscantes. Mas não. O meu caminhar e o meu olhar estão em (transform)ação contínua. E louvo este traço meu. Engraçado saber que muitos desconheciam este meu lado escritora, carpinteira de palavras. Como criei uma Raquel tão distante da escrita, como as dores da vida me calaram. Pois hoje celebro minha volta ao prazeiroso exercício de me traduzir em letras... E de me editar, rasgando as páginas, ao invés de seguir acomodada no prelo do outro.
 Raquel Oliveira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Back :-)

Resolvo voltar a rasgar páginas aqui depois de um longo hiato...
Sensação de revisitar textos meus e de autores que gosto: me faz aumentar minha auto-percepção.
E aqui, os rasgos são mais preservados... Como tudo na vida deve ser, ou não.
Rach

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aniversário do Du

Meus amores, minhas estrelas...
Tempo que aqui não venho escrever meus devaneios em prosa...
A saudade me traz em seus braços quentes e enormes.

Naquele tempo pensei que não. Pensei, inocentemente, que a vida de mãos dadas com o tempo, colocaria tudo no lugar.
Hoje, sei que não é assim.
Sei que piora com o passar dos dias, depois dos anos.
Sim, hoje é seu aniversário, papai.
São já 66 anos... Eita vontade de lhe abraçar e lhe ter aqui ao meu lado...
4 anos que você virou minha estrela linda.
Cresci tanto. Hoje sou uma mulher e sua eterna doce, docinho.
Nas sinuosidades da vida, encontro nos seus ensinamentos as placas que me levam a realizar sonhos.
Minha força vem do amor que nos une.
Peço a Deus que me deixe hoje sonhar com você. Este mundo de carne prende minha alma, mas os sonhos nos fazem presentes de novo.
Sou hoje a realização do que o senhor tanto me ensinou a ser: curiosa, justa e guerreira sem perder a doçura.
Uma balzaquiana com o coração de menina, e para sempre a sua filha.
Te amo,
Feliz aniversário,
e receba meu mais carinhoso abraço,
beijos-prece,
e a certeza de que lhe amo.
Raquel de Oliveira, sua doce

quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Você Está Perdido? Todo Mundo Também Está.

Nas últimas semanas, a população do planeta ultrapassou 7 bilhões de habitantes. E continua a crescer de forma acelerada. Com esses números, qualquer falação sobre “desenvolvimento sustentável” é apenas mais um lero-lero (ainda que muitas iniciativas de todos os tipos sejam sinceras, bem intencionadas, e úteis).

Vale olhar por alguns minutos o medidor que se encontra no link abaixo e até utilizar a ferramenta que permite escolher alguma data no passado para saber qual foi o crescimento populacional num período qualquer, ou projetar a população para 2020, quando ultrapassará 8 bilhões de habitantes.
www.ibiblio.org/lunarbin/worldpop

Em outra página da internet, pode-se visualizar o crescimento populacional por país. No caso do Brasil ou da China, mesmo que as taxas de crescimento tenham decrescido, o crescimento continua. De fato, só ocorre um decréscimo da população em casos excepcionais como Alemanha e Japão.
www.mnsu.edu/emuseum/information/population

As preocupações ambientais contemporâneas originaram-se da percepção da pressão sobre os recursos naturais causadas pelo crescimento populacional e pela disseminação do modelo da sociedade de consumo.

Estranhamente, as iniciativas orientadas para o controle da natalidade tão presentes nas décadas de 60 e 70 foram aos poucos desaparecendo. Talvez isso tenha ocorrido por influência das grandes corporações que controlam os governos e preferem assegurar o crescimento da demanda, ainda que com algumas esmolas para os países africanos.

De fato, o desenvolvimento ufanista atingiu mesmo ONGs chapa-branca como o World Resources Institute (www.wri.org) – baseada em Washington – que pouco antes do último colapso financeiro publicou, com orgulho, um estudo intitulado Os Próximos Três Bilhões, em que definia estratégias para integrar essa população ao mercado de consumo.

Com esse crescimento populacional e o império chinês mirando o Brasil – além da África – para assegurar o seu suprimento de matérias-primas (alimentos e minérios), o quadro se agrava, ainda que em meio ao ufanismo de ocasião que caracteriza o atual ciclo político brasileiro. Ufanismo vazio, no caso de um país que exporta minério e importa trilhos.
Mais do que nunca, também na área ambiental vale o velho ditado: o pior cego é aquele que não quer ver.

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O título deste artigo é de autoria de Paulo Sérgio Duarte, brilhante crítico de arte – um verdadeiro mestre, de notável bom humor -, e foi retirado do primeiro capítulo de seu livro Arte Brasileira Contemporânea – Um Prelúdio.

Fonte: http://www.luizprado.com.br/2010/04/19/voce-esta-perdido-todo-mundo-tambem-esta/comment-page-1/#comment-512